Blog As-Artes

Encontros de gente - 28Jul2010 18:06:00

O Carnaval do Arlequim - Joan Miro

É necessário desmistificar o escritor. Acabei de ouvir isto do Lobo Antunes. Atirei-me para trás do meu eu, enterrei-me na procura da minha benquerença pelas pessoas. Gosto de pessoas, depois gosto de quem escreve, como gosto dos que não escrevem mas que falam, dos que fazem alegria, dos que me dizem com os gestos o que afinal nenhuma palavra é capaz de dizer: - estamos a viver, estamos a ser felizes, naquela quantidade certa que faz de nós apenas pessoas como sempre fomos. Posso então emergir do conforto do anonimato, da solidão, do silêncio. Encontro gente como eu, gente que também vive num mundo seu e que eu afinal desconhecia, gente com medo de viver, apenas viver. O tempo perde agora parte da sua importância e os temores acabam por se ajanotar para a romaria da confraternização. O medo de não saber escrever, de dar erros, das concordâncias traiçoeiras, das formas mal amadas da poesia pessoal, que não traz afinal vida para dentro de que a lê. Sucumbiu, entregou-se de mãos algemadas ao momento, afinal o que gosto mesmo é de viver. Gosto tanto da cultura do sorriso, da vontade de rimar com todos aqueles que partilham comigo um canto de uma mesa onde a arte são os sorrisos. Gosto tanto de gostar, e pelo meio até que sou capaz de fazer uma poesia de amor, ainda ontem, ao ouvido, deixei cair uma alegria edificada pelo convívio ? estás tão bonita. Mas a emoção era grátis neste dia, e do outro lado uma mana, veio de longe, mas não vinha cansada, trazia uma vontade pura de me dizer que eu era importante. Mais á frente e como o vento, uns olhos negros cheios de vida, corre contra o tempo com um sorriso que abraça todos aqueles que acreditam na juventude. Gosto deste vento, é igual a um que tenho em minha casa, genuíno, puro, e capaz de fazer coisas no mundo. Esta energia é um Mar de afectos, entrega-nos o futuro com uma vontade indomável de o tornar passado. O momento ficou ao rubro, mandei vir mais uma mini, completamente atestada de álcool, há momentos que são para comemorar. Alucinei, a meu lado todos os avatares eram vida, e até os cabelos parados que olho no papel, são uma brisa, enrolam-se-me nos olhos para gritarem viva à poesia da vida. Esta foi uma noite especial, saí com a certeza plena de que um dia me tornarei num best-seller, quanto ao Nobel, que se lixe, um dia destes faremos uma fundação de gente que ama a vida para além das palavras. O prémio será uma mesa redonda de sorrisos, onde a poesia está no círculo dos avatares que riem.

José Luís Lopes


Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/encontros-de-gente.html

Grupo Conto & Cena - Livro CD "CANTO E RODA" - 28Jul2010 15:32:00

Grupo Conto & Cena - Livro CD "CANTO E RODA"

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/grupo-conto-cena-livro-cd-canto-e-roda.html

O despertar da Rosa! - 27Jul2010 15:19:00

?Os vendavais e tempestades
Podem derrubar as rosas
E até os pés das roseiras
Do jardim secreto do
Nosso coração,
Mas jamais arrancarão suas raízes,
Enraizadas nos laços da Esperança.
Após os dias tempestuosos
Reinará a bonança,
Então, as roseiras do coração
Germinarão
E suas rosas
Florescerão
Exalando novamente
Seu perfume!?

Elias Akhenaton
"Eterno aprendiz, um peregrino da Vida"
http://poetaeliasakhenaton.blogspot.com/


Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/o-despertar-da-rosa.html

Amar é linha - Campinas - 27Jul2010 13:07:00

O Parque Portugal
O encontro com os elefantes
O sonho de morte
O casal de velhinhos
A ferrovia e o frio
As sombras
As unhas amareladas e Israel
As roupas na 13 de maio
As filhas,contas e cartões
Os rostos diversos
As espinhas
O céu azul e o calor
O vento de arrasar
Ótimas estórias
Bebes que riem ao olhar
As cantigas de roda
Na quente madrugada
Os edredons baratos
Na Cidade de Santa Bárbara do Oeste
Os restaurantes fechados
O parque dos Ipês
Os ônibus com sanfonas
Os relógios swatch
Os cabelos encaracolados
Os batons suaves
O cheiro do amor de rosas
O dinheiro que acabou
Os beijos nem dei
A saudade da gávea
As vontades de imprimir
Textos de computador
Caminhar ao além de mim
Ser espera,
Quilos e gorduras trans
Viver com as vontades
Vida de criança a sorrir.

São Paulo, 19/07/2010.

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/amar-e-linha-campinas.html

Alquimia do Amor! - 26Jul2010 16:04:00

?O Amor é Alquimia,
É o fogo que queima,
Transforma e labora
No cadinho do coração,
Transmutando-o num coração
Sensível, terno; como uma
Doce poesia ou uma flor
Delicada em seu lindo jardim...
Este é o verdadeiro elixir
Da longa Vida e o Ouro que
Brilha nos corações
De quem ama...
Contudo, há de ser laborado
Todos os dias, caso contrário,
Perder-se-á a nobreza
E o encanto desta
Alquímica magia.?

Elias Akhenaton
"Eterno aprendiz, um peregrino da Vida"
http://poetaeliasakhenaton.blogspot.com/


Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/alquimia-do-amor.html

Teu Amor é tudo! - 26Jul2010 16:00:00

É tão bom sentir teu amor,
Ser amado por uma flor
Que com sua doçura e ternura
Acalanta o coração deste
Peregrino passarinho beija-flor...

É tão bom ser iluminado
Pela luz dos olhos teus
Que traduzem a beleza
E a singeleza de tu?Alma.
Essência criada por Deus...

Teu Amor é música suave
Que contagia todo meu ser
Com a mais bela melodia
Inspirando meu dia-a-dia,
Como uma doce poesia...

Teu Amor tem a leveza
Da brisa do mar,
O brilho das estrelas
E o encantamento do luar
Envolvendo-nos num eterno desejar...

Enfim, teu Amor é tudo!
O cheiro da tua pele, teu perfume,
Tudo que exala de ti, delicada flor,
Que ainda com tua seiva, dar vida ao
Teu enamorado beija-flor!

Elias Akhenaton
"Eterno aprendiz, um peregrino da Vida"
http://poetaeliasakhenaton.blogspot.com/


Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/teu-amor-e-tudo.html

Floresta Amazônica - 26Jul2010 15:57:00

Floresta Amazônica és grandiosa,
Repleta de mistérios e belezas.
És o pulmão do mundo oh deusa frondosa
Com diversidades vivas em tua natureza.

Contemplar o canto dos pássaros
Vindos de tua mata verde é acalanto
Que acalmam e enlevam nossos atos
Inspirando nobres sentimentos.

As espécies de animais existentes
Em tua fauna, cachoeiras e cascatas,
São indeléveis em nossas mentes,
Entes dependentes de tuas matas.

Entretanto, nem tudo é alegria!
A depredação tem sido freqüente
Pela mão do homem no dia-a-dia,
Desmatando tuas matas, infelizmente.

O predador homem sem consciência
Não mede esforços em derrubá-la
Colocando em risco sua existência
E das gerações futuras em vivenciá-la.

Com isso, aceleram a extinção
Dos animais que são obrigados
A deixarem seus habitats pela violação
Dos seus santuários, sucumbindo-os.

Os poucos que sobrevivem são negociados
Livremente no comércio ilegal,
Até mesmo plantas raras apreciadas
São retiradas do meio ambiental.

Levantemos a bandeira da preservação
Ainda há esperanças, vamos nos unir
E trabalharmos com força e união,
Caso contrário, a floresta irá sucumbir.

Sucumbindo todos irão sentir, já estamos
Sentindo os efeitos desta depredação.
Dar as mãos é mais que necessário, vamos
Fazer nossa parte tendo conscientização.

Elias Akhenaton
"Eterno aprendiz, um peregrino da Vida"
http://poetaeliasakhenaton.blogspot.com/

?É triste pensar que a natureza fala e
que o gênero humano não a ouve.? - Victor Hugo.


Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/floresta-amazonica.html

A Palavra Divina Sustenta - 26Jul2010 15:54:00

?A vida do homem perde o viço
Quando não se alimenta da palavra de
DEUS....
A palavra Divina nos
Sustenta...
Fortifica...
E, ainda,
Dissipa as trevas
Do nosso interior, clareando-o com
A Luz do Amor e da sabedoria...
Sem essa palavra, seremos
Envenenados pela angústia
E não teremos forças para
Vencer os percalços
Que encontramos em nossa
Caminhada terrena.?

Elias Akhenaton
?Eterno aprendiz, um peregrino da Vida?
http://poetaeliasakhenaton.blogspot.com/


Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/palavra-divina-sustenta.html

Inverno místico - 26Jul2010 15:47:00

Lá fora o gelo cobre
Os campos e toda vegetação,
Na cidade, as casas
Ruas e avenidas
São cobertas por uma
Nuvem de algodão,
É a estação de inverno
Que impera,
Congela...

Apesar das nuvens, o sol
Aparece como uma entidade
Espiritual e um
Lindo azul descortina-se
No céu revelando
Um colorido mágico que
Encanta-nos...

É chegado o tempo,
O momento,
Tempo
De recolhimento,
De introspecção,
De cuidar do jardim que
Habita no coração...

E, ao som de uma inspirada música,
Da flauta mágica de Gunn ou do
Encantador violino de Vivaldi,
Participarmos duma catarse,
De uma verdadeira purificação espiritual,
Para na estação vindoura;
Brotar...
Renascer...
Florescer
Ainda mais bela,
Na plenitude do Amor,
A Flor
Mística da Alma,
Essência divina
Que anima a Vida.

*Elias Akhenaton*
?Eterno aprendiz, um peregrino da Vida?
http://poetaeliasakhenaton.blogspot.com/


Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/inverno-mistico.html

- 23Jul2010 11:10:00

 
Entre um ontem
Já distante
E um amanhã
Ainda longínquo
Há um tempo indefinido
Que o relógio vai marcando
No compasso vazio
Meio cheio de esperança
Por onde vai caminhando
A vida

Entre as memórias
Da lembrança
Que o vento não levou
E o que ainda falta
Do caminho
Lá vai o pobre do engano
Entretido com o sonho
Que toda a vida
Consigo guardou

Ruma decidido!
A passos firmes!
Seguindo as coordenadas do deserto
Que até daqui se avista
No horizonte
Do desconhecido...

Soubera eu o quanto
Do pouco
Que ainda me resta
E não desperdiçaria tanto
Com a ilusão
De que tudo isto
É o que me completa...

Mas que mais poderei eu fazer?
Se do tanto
Que poderia ser
E não fui
Nada guardei
A não ser as penas...

Iludo-me!
Bem sei
Mas mil vezes esta insana
Àquela outra que desiste
E se entrega ébria
Ao malogrado desespero
Do desmazelo da inércia
E se deita
Com ele na cama
Da infinita espera
Sem chegar a conhecer
O fim do caminho!


Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/entre-um-ontem-ja-distante-e-um-amanha.html

O poeta - 21Jul2010 21:28:00

Só de vê-lo dá dó, o Joselito, sessenta quilos de pura amargura, olhos desidratados que nem sequer dão para chorar uma puta de uma lágrima, uma postura que nem para cabide serve, ginga pelas ruas, vende poemas avulso e, da forma como está crítico o país, alguém quer lá saber de poemas para alguma coisa. Diz que está a mando de Deus, servir os homens com poesia que os farão calar e escutar a voz da voz do senhor. Os putos são ranhosos e atiram-lhe pedras à cabeça até haver uma que a vá rachar. Os senhores das boutiques correm-no dali para fora com um gesto hitleriano. Ele obedece e vai para outro lugar onde possa escrever e tentar vender um poema ou outro. Pelo que sei, a poucos dá a curiosidade de saber o que ele escreve num papel que encontrou no chão. O Joselito é uma paz de alma, come e bebe do que lhe dão, como se fosse um cão de rua a quem se lhe atira os ossos. Neste caso, para sobreviver, tem de ser mais rápido que os cães. E ir de focinho ao destino.

Conheci-o há dias e falei um pouco com ele sobre o dia-a-dia, sobre as suas palavras que, ainda que olhando para mim, ia escrevendo no papel tão magoado quanto ele.

- As pessoas são insensíveis, mano. Ninguém liga puto ao que escrevo
- É, mas tens de ter calma, as coisas boas virão ter contigo, mostra-me aí o que estás a escrever

O dia é uma arte em que ninguém pôs a mão
E a noite é o deus em que iremos desaguar, um dia

- Interessante, meio filosófico. Tens talento, pá!
- Ninguém quer saber de talento para nada, mano, as pessoas só querem é dinheiro para grandes comezainas e orgias com os seus próprios egos.

Falámos durante bons minutos e foi bom saber que ainda existe pessoas que falam das coisas com palavras que se entendam e que, mesmo do avesso, conseguem falar às direitas. Troquei o poema por dois cigarros. Ele preferiu assim. Fiz-me à vida antes que a vida se fizesse a mim, a procurar onde cair vivo, onde o silêncio faz falar. As contas são várias, como são várias as contas que tenho que dar para pagar as contas. Não adianta ser ladrão porque corro pouco e tenho as unhas dos pés encravadas. Deus não me apurou os sentidos. A helena aproveitou-se da minha fraqueza e está a apanhar sol nas Caraíbas com um badameco qualquer, a contar notas de cem e a descascar camarões, que é o que ela sabe melhor fazer. Sou, a bem dizer, um rouxinol sem canto. Os dias assim andam, nesta correnteza mal distribuída, uns têm tudo, outros têm todo o nada. Limpo umas chaminés em part-time e valha-me nosso senhor Jesus Cristo o quanto isso me ajuda para fazer andar a carroça e ter alguma coisita no prato.

Passeio no largo mas quem anda ao largo sou eu. Inventar os dias é muita areia para a minha camioneta. O país quer-nos pequeninos, caladinhos como um biscoito. De chaminés estou por aqui. Sonhar alto é uma ameaça, e já se sabe porquê. Não estou aqui para explicar nada. Aliás, nem sei se estou aqui ou na Noruega lá no meios dos bacalhaus a fazer discursos sobre os reis magos. Cansei de estar cansado e fui à procura imediata do Joselito numa de lhe pedir um poema de fé. Não o encontrei. Ao que parece sonhou com a sua morte e realizou-se. Fiquei tolo porque os sinos não avisaram nada. Mas também não admira, porque, aos pobres, atiram-se para a cova de qualquer maneira, e já está.

A rua já não é a mesma rua. É um lugar sem notícias, sem estômago para adorar. Sentei-me onde o Joselito se sentava e pus-me a escrever umas quaisquer memórias que me vinham à cabeça feitos espadachins. Alguém atirou uma moeda que no chão cantou. Ficou a rodar bastante tempo. A moeda reluzia, parecia de prata mas não era. Era uma moeda que alguém atirou em troca do que estava a escrever. O sol batia na cara do fulano. Ao início parecia um anjo medonho mas depois ficou mais nítido. Era o poeta.

- Então mano, por aqui?
- É verdade, a vida dá muitas voltas. Pensei que tinhas morrido, pois disseram.
- E morri. Agora sou adjunto de Deus.
- Não me faças rir, pá. E eu sou quem, a Gioconda?
- Não mano, tu és o próximo a ir. É que Deus está precisando de poetas lá em cima...

Levantei-me, e fui limpar chaminés.

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/o-poeta.html

Percorro e nunca mais chego - 20Jul2010 21:57:00





Tenho percorrido a vida
como uma ofegante atleta
tenho-a sugado
como a vidente ensanguentada
de dor de amarelo ou vermelho
dorido...

O meu corpo fica amarelecido
como o amarelo da parede da vizinha
como a retrete da parede da Emilinha

Sofro, e sofro e ouço e
escuto, mas nada me fica, mas nada me
cativa, mas nada se gosta
desgostos já foram, já não voltam mais.

Chega de amarelo, de vermelho. de preto, de azul,
de azul!Não? O azul não me cansa,
o azul faz-me viver,
o branco acontece na vida de vez enquando
e é bom viver nesta cor, às vezes?


E vou conseguir, voltar a encontrar
a cidade, o passeio, as vizinhas,
as andorinhas e a minha infância


E vou conseguir encontrar,
outra vez encontrar, reencontrar
e fazer......voltar a criar...
Conseguir, voltar, chegar, escutar , ouvir,
permanecer rodeada de verbos no infinito


EUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU


Guga - 21-07-2010

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/percorro-e-nunca-mais-chego.html

poema de pedra e flor - 17Jul2010 17:16:00

Oh não, sou um velho malcriado
não pago a conta da luz
não cheiro como devia cheirar
não planto nem semeio nada
tenho inveja a quem não tenha inveja
a quem não peca nem deixa pecar
tenho gula de nada querer, nada enfeitiçar
nem uma mulher de muletas para que caminhe
nem tão pouco daquele homem a cuspir a dor
Sou um velho sem bússola e sem caminhos
de vez em quando dá-me uma dor no peito
mas isso é dos livros que ando a ler
entre marés

Desço na vida, subo na morte
A fantasia é um bosque no meio de um bosque
Ai de mim se conseguisse partir o sol em três
e cantasse orgiasticamente ao luar do luar
Ó desejo, és tudo o que olho e não vejo!
Ó Deus, tanta saudade e nenhuma lembrança!

Não publico livros desde 1997
Assassinei vinte mil leitores com a palavra amor
a outros tantos fiz corar
pedindo que amem e que sejam felizes nessa ganância

Levaram-me o coração para provar que sou bandido
Espetaram-lhe a noite mais noite que a noite
Compararam o sangue ao leite materno
Adiaram-me o desejo de ser pedra
mas, como só acharam poemas e cigarros,
fecharam-me num livro

Agora, neste quinto andar da maresia,
repouso a cabeça num poema,
e adormeço sem estar agarrado a nada.
Excepto a cabeça no poema,
a ganhar flor

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/poema-de-pedra-e-flor.html

A morte das palavras - 16Jul2010 16:30:00

               Estudo do homem verde - Alexandre Gomes Vilas Boas - Brasil

teus olhos nasceram para lá da montanha
ainda não enxergaste
leste o aroma das palavras
as primaveras
mas o tempo
é sempre tão enorme
e o outono tão diferente
as folhas caem com o grito do vento
no chão
resta apenas o homem
come uma côdea de pão
azeda pela mudança do tempo
com as primeiras chuvas
o lamaçal
pelo meio o poeta
sem lágrimas
apura a memória
sabe que será pó
ainda antes do inverno

José Luís Lopes

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/morte-das-palavras.html

A CARTA - 16Jul2010 14:36:00

A menina abrira o livro
Dentro além das palavras, uma carta,
Ela não esperava...
Seria algum segredo, ou alguma ameaça?

Ela o alugara
Na biblioteca da escola
Ali, o encontrara
Não era o livro que ela queria,
A sua amiga já o havia pego
Restou então, esse em sua mão...

Resolveu o levar para casa
Seria seu companheiro pela insone madrugada...
O livro por si só, já se tornara interessante,
Pelas primeiras linhas lidas,
Mas o que a menina não contava,
Era com a tal carta, dentro dele, agarrada...

A carta era de outra menina
Certamente ao alugar o livro, ali esquecera
Pena não chegar
A quem deveria interessar...

A carta pedia para ser lida,
Afinal, estava ali, tanto tempo esquecida!
Certo ou não, a menina curiosa, a leu então...

Era de outra menina, assim como ela
Dirigia-se à mãe
Que doente estava
Com doença terminal
Um câncer fatal...

A menina quanto mais lia
Mais pena sentia...
Será que a mãe da menina já estava morta?
Pena a carta, não ter chegado a sua porta...

A menina procurou saber
Onde estava a outra menina
Dona da carta...
Um amigo em comum
Levou a carta à mão que tinha direito
Mas foi com muita dor
Que a outra menina a recebeu
Já não havia mais sentido
A carta esquecida dentro do livro...

A mãe, já estava em outros planos:
Uma colônia no céu
De quem muito na Terra, sofreu...

Fátima Abreu
Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=141271#ixzz0tpsBxSFm Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial No Derivatives

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/carta.html

- 16Jul2010 10:46:00


Como foi anunciado, ontem, 15 de julho, foi a apresentação do meu livro chamado Bússola, onde familiares, amigos meus e alguns leitores puderam-se inteirar um pouco mais sobre o meu trabalho literário e motivações no âmbito da escrita.

Para falar sobre o livro Bússola e dar-lhe luz, esteve o meu amigo escritor e ensaísta Paulo Borges, que tão bem soube dignificar este meu livro, fazendo-o com sensibilidade e sabedoria,
deixando nas pessoas que o ouviam atentos e serenamente uma vontade crescente em conhecer as palavras deste livro que em silêncio repousam. Livro este que, após o lançamento, deixou de me pertencer e passou a ser de todos nós. Também o actor e declamador Armindo Cerqueira esteve brilhante ao dizer excertos do livro com a sua voz que sempre enche uma sala.

Quero aqui agradecer de coração ao Paulo Borges pela sua vinda a Barcelos, pelo seu contributo genial, pelo abraço, pelo rasto que deixou quando partiu sem ter partido. Barcelos também agradece.
Grato também a todos que puderam estar comigo neste momento importante da minha vida, física ou pensamento. À câmara municipal de barcelos um obrigado.
Resta-me dizer que espero-vos encontrar noutro livro, noutra viagem, porque ontem foi só um dizer até já.
Obrigado e, façam o favor de me ler!

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/como-foi-anunciado-ontem-15-de-julho.html

No rio Alva - 11Jul2010 23:08:00


Fui ao rio certa manhã
levava saias compridas
levava, que estava frio
para me cobrir, agasalhos
... todos feitinhos de lã

Começou-se o rio a rir
do meu suave jeito d'andar
e do verde dos meus olhos
que o estavam a fascinar

- Menina, toca a despir
que te quero contemplar...
mergulha em mim
que sou rio, não te irei afogar

Fosses flor eu te daria
uma abelha p'ra te amar
Mas és mulher, és vaidosa
dou-te minhas águas tranquilas
para que te possas mirar

Oh, Rio de que tu falas?
Sim, sou mulher, ainda menina
Da Bordadura do Alva...
Não farei a minha sina

Tenho asas, quero voar
não me deixarei enredar
que me queres apaixonar

Ficou o Rio a chorar
pelos olhos da menina...

Ficou a menina a sonhar
pelo abraço do Rio
 
(Poema feito de versos entrelaçados.
Alguns são meus, outros são da amiga e poetisa Mel de Carvalho)


Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/no-rio-alva.html

Uma chama se faz presente (Rondel) - 10Jul2010 17:55:00


Uma chama se faz presente
Na brasa que queima escondida
Entre outras com o fogo ausente
A brasa encoberta parece esquecida

No íntimo da chama ela sente
O desejo secreto da alma querida
Uma chama se faz presente
Na brasa que queima escondida

No íntimo da brasa ardente
O calor queimando a pele aquecida
A brasa em chama a luz acende
O coração inflama o corpo na despedida
Uma chama se faz presente

Helen De Rose

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/uma-chama-se-faz-presente-rondel.html

Temperança.wmv - 08Jul2010 19:07:00



Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/temperancawmv.html

15 de julho, em Barcelos, na feira do livro, lançamento do livro: Bússola, euforismos - 07Jul2010 19:00:00

Venho convidar todos os leitores e escritores deste blogue a estarem presentes na apresentação daquele que é o meu quinto livro, cujo título é: "BÚSSOLA,euforismos", a realizar-se na feira do livro de Barcelos no dia 15 de julho pelas 22:00.

Nesta apresentação haverá a leitura de excertos do livro pela voz do declamador e actor Armindo Cerqueira.
Para apresentar a obra terá voz o escritor, ensaísta e filófofo portugûes: Paulo Borges, Presidente da União Budista Portuguesa e da Associação Agostinho da Silva.

No prefácio, Paulo Borges escreveu:

(...)

Tudo o que Flávio escreve vem directamente da inspiração, inquietação e sinceridade ? ?Diz o que tens a dizer. Nem que tenhas de cuspir a tua própria língua? - de uma consciência nua e sensível aos cumes e abismos da existência e da vida, que os explora intensamente, não se furtando às suas luzes e sombras, ao seu absurdo, drama e tragédia, mas também às suas redenções, mormente por via do amor, da antecipação da morte e da própria poesia, vias instantâneas de fecunda libertação: ?Poesia: quando te bebo, descubro um filho dentro de mim?.

(...)

Após apresentação do livro, actuará a recente banda musical (de Barcelos) e meus amigos também: "Sem Terra".

Apareçam!

cumprimentos
flávio lopes da silva

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/15-de-julho-em-barcelos-na-feira-do.html

- 06Jul2010 12:04:00


Sai de ti...mas volta!



Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/sai-de-ti.html

- 05Jul2010 13:49:00

do início ao fim o mar sonha devagar; eu nunca fui bom Cervantes

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/do-inicio-ao-fim-o-mar-sonha-devagar-eu.html

Amar é linha - Cama E café (Bed and Breakfast) - 03Jul2010 13:05:00

A cama confortável com almofadas multicores
O café é mineiro com torradas e queijo branco
O sabor da laranjada é natural
Na mesa o jogo americano é artesanato colorido das Gerais
E as flores são da flora brasileira
A mesa enfeitada com o gosto de frutas tropicais
Manga, mamão, melão, bananas, caju e maçã
O chá de ervas naturais vem da nossa Mata Atlântica
As maritacas passeiam e cumprimentam com um bom dia!
O leite quente acompanha o açúcar mascavo
Um poema ameno balança ao vento
Uma boa geléia de morangos ou amoras a escolher
Os bolos de diversos sabores
Tem o de cenoura com cobertura de chocolate
O de aipim com cobertura de laranjas
O mel é o frescor das abelhas nos telhados
A paisagem é da boa Guanabara
Acomoda os Micos pretos em vistorias
O Rio de Janeiro é lugar hospitaleiro
Venha tomar café da manhã no Rio!

Poema dedicado ao Turismo na Cidade do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, 3 de julho de 2010.

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/amar-e-linha-cama-e-cafe-bed-and.html

SE EU FOSSE - 02Jul2010 23:01:00




Se eu fosse um poema
impedia todo aquele
que se diz poeta, de escrever poemas

Se eu fosse um poema
aquele que lesse poesia,
sem o saber ficaria mudo

Se eu fosse um poema
passeava-me em todas as avenidas da Europa,
sobretudo na Avenida dos Campos elísios

Se eu fosse um poema
acabava com os brilhantes opacos


Se eu fosse poema acabaria com a hipocrisia

Se eu fosse poema criaria muitos humildes e todos
rimariam a humildade

Se eu fosse poema regalava-me com o poema «Frutos», de Eugénio de Andrade
saboreava todos os cheiros e trincava a palavra tangerina

Se eu fosse poema andaria por aí, trepava às árvores
colocando poemas em cada folha

Se eu fosse poema transformava todas as crianças em poesia (elas são poesia)

Se eu fosse poema atravessava a África, a Ásia, América, a Europa
engolia um pouco de cultura, para assim escrever o poema maior do mundo

Se eu fosse poema vasculhava as ideias de Fernando Pessoa e todas as personagens
que ele criou

Se eu fosse poema
era eu e mais outros

Se eu fosse...
mas não sou

Não sou poeta, não sou poema, mas gosto de poesia, de poetas, de escritores e de
escritos de amigos e conhecidos

Gosto de poemas, mas não sou um poema

Sou assim... eu

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/se-eu-fosse.html

Amar é linha - Amor Vereda - 02Jul2010 13:05:00

Amar é linha - Amor Vereda

Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/07/amar-e-linha-amor-vereda.html

Participa

Insere o mail e confirma


Email:
Ciclos de Poesia
MIL

movimentolusofono
Painel controlo
  • Email:
  • Palavra-passe:
  • Lembrar dados
  • Ir administração


Membros Klub
Últimas Photum
E também
Anedotas
Chega o Joãozinho a casa e diz à mãe:
- Mãe! Está ali um senhor a pedir para contribuirmos para a nova piscina municipal.
A mãe responde:
- Diz ao senhor que eu já lhe levo um copo de água!
Sondagens
O autor do livro "Canário"
José Ary dos Santos
António Lobo Antunes
Flávio Lopes da Silva
Elisa Cruz
Rodrigo Guedes de Carvalho
Visitem:
Concurso
©2010, BlogTok.com | Plataforma xSite. Tecnologia Nacional